Artista mineiro une rock, brega e MPB em um manifesto indie que celebra a excentricidade e o démodé-futurismo.
Olivêra retorna à cena independente com o sexto disco da carreira e reforça sua posição como uma das figuras mais excêntricas, sinceras e improváveis do underground brasileiro. “Finja que não me conhece” chegou em 5 de novembro e reafirma o espírito livre do artista ipatinguense, que transforma o ostracismo involuntário em estética, manifesto e liberdade criativa.
O álbum segue a linha retrô-indie brasileira apresentada nos singles “Eu e meu DiGiorgio” e “Fio de discórdia”, ambos lançados em 2025. A sonoridade passeia por rock, punk, hardcore, funk, soul e MPB, consolidando o que a crítica vem chamando de rock-brega-jovem-guardista-conceitual. Tudo surge em uma roupagem rústica e estilizada, simples sem cair na banalidade, e com a marca humorística-filosófica típica do cantor.
Ao longo das faixas, Olivêra assume o papel de cronista do absurdo cotidiano e filósofo do humor trivial. O disco dialoga com influências que vão de Blitz e Premeditando o Breque a Arrigo Barnabé, Gang 90, Engenheiros do Hawaii, Zéu Britto, Bidê ou Balde e Falcão, criando uma combinação improvável que abraça o esquisito com charme próprio.
Produzido pela Sandália Records em parceria com a Onyá Soluções Criativas, o álbum contou com participações das cantoras Bruna e Canela. Olivêra assinou bateria eletrônica, contrabaixo, guitarra, teclado e vozes, enquanto Fred Mucci assumiu mixagem e masterização. A capa, fotografada por Milena do Carmo, reforça a estética démodé-futurista que guia o projeto.
Natural de Ipatinga, Olivêra acumula cinco discos lançados antes de “Finja que não me conhece”: “Teimoso, vaidoso e outros defeitos mais” (2017), “Canções Ingratas” (2018), “Esqueça a cortesia, rasgue a poesia” (2019), “Brasileiro Nato” (2020) e “Terceiro Mundo Transcendental” (2022). O artista também lançou os singles “Num outdoor, volta pra mim” (2021), “Qualquer Dia” (2023) e “Pra lá desse lugar” (2024), mantendo um fluxo constante de experimentação sonora.
Além da carreira solo, Olivêra integra a banda de ska-punk O Leopardo como tecladista e é vocalista do bloco Toca Raul Agremiação Psicodélica, tradicional no Carnaval de Belo Horizonte. Essa multiplicidade de frentes reforça a estética híbrida que alimenta “Finja que não me conhece”, um disco que transforma sensações comuns em poesia torta, humor despretensioso e um manifesto a favor do orgulho de ser diferente.
Acompanhe Olivera nas redes:https://instagram.com/cantaolivera
https://youtube.com/cantaolivera
https://open.spotify.com/intl-pt/artist/6B910ACLwnZTrFVQS0g5AW
Por Gil Oliveira – SE Assessoria e Produção













