Satyricon é uma das bandas mais importantes da segunda onda do Black Metal, foi uma das primeiras do gênero a fazer um som atmosférico incorporando guitarras acústica, sintetizadores e com mudanças repentinas. No final da década de 1990 o grupo começou fazer músicas mais simples com refrão mais elaborados e até mesmo “chiclete”, fugindo da sua sonoridade habitual. Mas em 2013 eles lançaram o álbum autointitulado, que é considerado por muitos o pior álbum deles. Mas, talvez, não seja pior álbum, talvez seja apenas mal compreendido.
Eu admito que quando o álbum saiu em 2013 eu não dei muita atenção, mas 10 anos depois, aqui estou falando de um álbum que ignorei por tanto tempo.
Obviamente logo na primeira faixa já dá para notar uma sonoridade bem mais limpa que os outros álbuns, as guitarras contêm pouca distorção, e o ritmo das músicas é bem menos acelerado e contém bem mais melodia que os álbuns anteriores. O Satyricon quis fazer nesse álbum algo bem mais no estilo Avant-Garde, lembrando o álbum “Heritage” do grupo sueco Opeth.