Por Karinna Fiorito
Power trio apresenta trabalho intenso que mistura peso, narrativa e identidade própria no rock nacional
O rock nacional ganha um novo capítulo em 2026 com a estreia da Zombie O’Frenic. A banda apresenta o EP “Monstros Internos”, um trabalho direto, pesado e carregado de emoção, que transforma experiências pessoais em uma descarga sonora sem filtros.
Formada em 2025, a Zombie O’Frenic reúne Lucas “Viguini” Viguini (vocais e guitarra), Matheus “O Alquimista” Chaves (vocais e baixo) e Marcelo “Nerysounds” Nery (bateria). O trio surge a partir de vivências intensas e caóticas, convertendo sentimentos reprimidos em música com identidade forte e visceral.
Um EP como catarse emocional“Monstros Internos” funciona como um verdadeiro expurgo. Ao longo de cinco faixas, a banda mergulha em temas como ódio, abandono, perseverança, paixão e drama, construindo uma narrativa que soa como o desabafo de uma alma que se recusa a permanecer enterrada.
Mais do que um simples lançamento, o EP se posiciona como um manifesto. A Zombie O’Frenic se apresenta não só como banda, mas como um coletivo, uma ideia em movimento que valoriza a construção conjunta e a troca de experiências dentro da cena independente.
Peso, groove e identidade sonoraGravado no segundo semestre de 2025 e produzido pelo próprio baterista Marcelo Nery, o trabalho aposta em uma sonoridade que foge do óbvio. O trio transita entre o alternative metal, o stoner rock e a música alternativa, sempre guiado por riffs densos, linhas de baixo distorcidas e uma pegada carregada de groove.
O resultado é um som que impacta logo nos primeiros segundos, criando uma atmosfera intensa e inquietante. Não há espaço para suavidade aqui — a proposta é provocar, incomodar e, ao mesmo tempo, conectar.
“Monstros Internos” já está disponível e é um convite aberto para que cada ouvinte confronte suas próprias sombras, ouça agora: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/34bkQLA5HtCgCsFoLQdYsd
Influências que moldam, mas não limitamA base sonora da Zombie O’Frenic carrega ecos de nomes como Queens of the Stone Age, Muse, Royal Blood e Jack White, além da estética pesada e imagética de Rob Zombie e da energia contemporânea de The Warning.
Ainda assim, o trio não se prende a rótulos. As referências funcionam como ponto de partida para uma identidade própria, construída com liberdade criativa e sem medo de experimentar.
Narrativa, estética e universo expandidoUm dos diferenciais da Zombie O’Frenic está no cuidado com a narrativa. Cada faixa é pensada como uma história, onde a música atua como extensão da linguagem, quase como uma onomatopeia que dá vida às emoções descritas nas letras.
Essa abordagem se expande também para o campo visual e conceitual. A banda incorpora referências do universo dos animes, especialmente de JoJo’s Bizarre Adventure, criando uma estética que mistura o lúdico com o realista de forma orgânica e autêntica.
Uma estreia que aponta caminhosCom “Monstros Internos”, a Zombie O’Frenic não apenas se apresenta, mas ocupa espaço. A banda chega com proposta clara, intensidade e compromisso com o que entrega, deixando evidente que cada música carrega o máximo de dedicação possível.
Entre momentos de introspecção e explosões de energia, o trio constrói uma estreia que dialoga diretamente com quem busca no rock mais do que entretenimento: uma forma de expressão real, crua e sem concessões.
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