O frontman da banda russa de deathcore Slaughter to Prevail, Alex Terrible (Aleksandr Shikolai), publicou recentemente um texto extenso e pessoal em sua página no Facebook, respondendo a críticas recorrentes dos fãs e haters na internet. A postagem, escrita em inglês, aborda desde opiniões sobre a música da banda até acusações mais pesadas sobre sua aparência, personalidade e posicionamentos políticos.
Alex começa reconhecendo que lê muitos comentários sob os reels da banda e que está acostumado com críticas ao estilo musical: "Tocamos um gênero específico, com breakdowns pesados, e nem todo mundo curte – e tudo bem, gosto é gosto". Ele defende a liberdade criativa do Slaughter to Prevail, afirmando que eles não impõem limites e simplesmente fazem o que amam.
O ponto mais polêmico é a explicação sobre sua famosa cicatriz facial, que muitos acusam de ser "falsa" ou "pose" para parecer mais durão. Alex esclarece: "Trato minha aparência como trato minha arte: brinco e experimento. Quero parecer 'cool' no palco, como um personagem de videogame. É uma criança brincando com seu brinquedo – não tem nada a ver com minha vida real". Ele reforça que a cicatriz é apenas decoração, como uma tatuagem, e questiona por que isso incomoda tanto as pessoas, sugerindo que pode ser insegurança alheia.
O vocalista abre o jogo sobre seu passado difícil: cresceu em um pequeno assentamento na Rússia, em condições precárias, onde, enquanto outros iam para escolas com quadras de basquete, ele cheirava tinta e gás de isqueiro em obras abandonadas. Apesar disso, enfatiza que nunca se orgulhou disso nem se acha superior. Pelo contrário: "Sou uma pessoa muito gentil, sensível e aberta. Sou mole, ingênuo, choro assistindo dramas e tenho medo de tudo. Nunca finjo ser quem não sou".
Alex também rebate acusações graves: "Não sou fascista, homofóbico nem apoio genocídio. Tenho humor negro, e talvez só quem tem visão de mundo ampla entenda isso". Ele menciona ter sido multado e quase preso por suas opiniões, mas ao mesmo tempo declara amor profundo pela Rússia, sua pátria.
No final, ele reflete sobre julgamentos na internet: "É fácil formar opinião sobre alguém pela imagem online – e isso até me favorece, porque as pessoas falam de mim. Legal."
A postagem gerou milhares de interações e divide opiniões, como é comum com o controverso vocalista, que já enfrentou acusações no passado (inclusive de associações antigas com grupos extremistas, que ele nega veementemente em entrevistas recentes). O texto mostra um lado mais vulnerável de Alex Terrible, contrastando com sua imagem brutal no palco.
O Slaughter to Prevail continua ativo, com turnês marcadas para 2026 e o recente álbum Grizzly (2025) consolidando sua posição no deathcore mundial.
Link para postagem na página do facebook
Traducao do texto postado no facebook
Depois comecei a notar que as pessoas frequentemente escrevem que acham que é pose ou 'merda gay' eu ter feito uma cicatriz falsa, que estou tentando parecer mais durão do que realmente sou. Quero explicar isso. Eu trato a minha aparência do mesmo jeito que trato a minha arte. Brinco com ela e experimento. Quero parecer 'legal' no palco, como um personagem de algum videogame. Sou uma criança brincando com o seu brinquedo. Isso não tem nada a ver com a minha vida real cotidiana.
Escutem, galera. A maioria de vocês que escreve que eu estou tentando parecer durão não faz o que eu faço, e nunca vai fazer, porque não tem coragem. Vocês não viveram a vida que eu vivi. Não estiveram nas condições em que eu estive. E eu nunca me orgulhei disso, nem nunca disse que sou melhor que alguém porque passei por algo que vocês não passaram.
Eu sou de um assentamento bem pequeno na Rússia. Enquanto muitos de vocês iam para escolas com quadras de basquete, eu estava cheirando tinta e gás de isqueiro em canteiros de obra abandonados. Vocês provavelmente nem entendem do que estou falando. Mas acreditem — eu sou uma pessoa muito gentil, sensível e aberta. Não sou durão. Sou muito mole e ingênuo. E nunca finjo ser alguém que não sou.
Minha cicatriz é só decoração, como uma tatuagem. E se isso de alguma forma te incomoda, pergunte a si mesmo o porquê. Talvez sejam as suas próprias inseguranças, galera?
Quando as pessoas me dizem que estou tentando bancar o durão, eu respondo: de jeito nenhum. Eu choro assistindo dramas, e tenho medo de literalmente tudo nesse mundo. Não sou durão.
Quando dizem que sou fascista ou homofóbico, respondo: absolutamente não. Eu só tenho um humor muito negro. E talvez só pessoas com uma visão de mundo ampla e uma auto-reflexão rigorosa consigam entender isso.
Quando dizem que eu apoio genocídio, respondo: absolutamente não. Eu fui multado e quase fui preso por causa da minha opinião. Mas ao mesmo tempo, eu valorizo profundamente e amo a minha pátria.
É muito fácil formar uma opinião sobre uma pessoa com base nas palavras dela ou na imagem que ela passa na internet. E isso, na verdade, funciona a meu favor — as pessoas falam de mim e me discutem. Legal."








